5 motivos para ficar de olho no Monero em 2018

O final de 2017 está se mostrando um ano cheio de surpresas para o mercado das criptomoedas. Não somente com a montanha russa dos preços – algo que veteranos do mercado estão acostumados – mas também com as muitas promessas em tecnologia que o blockchain e seus similares trarão nos próximos anos. O Monero busca ser o dinheiro digital que realmente funciona. Vejamos cinco motivos para ficarmos de olho no Projeto Monero ano que vem:

BulletProofs: redução das taxas em aproximadamente 80%

O Laboratório de Pesquisa Monero conta com diversos pesquisadores. Como Brandon Goodell, PhD em Ciências Matemáticas pela Universidade de Clemson nos Estados Unidos. Esta equipe trabalha fortemente para encontrar e aplicar novas soluções criptográficas no Monero. A mais recente sendo a implementação do BulletProofs, uma técnica capaz de reduzir o tamanho das transações em aproximadamente 80%. Isso traz dois benefícios: mais facilidade para escalar o Monero e taxas menores, visto que as taxas são aplicadas por bytes em cada transação.

A implementação do BulletProofs está prevista para o segundo hard fork de 2018, em meados do mês de setembro. Você já pode atualmente testar as transações com essa técnica no testnet – ambiente de testes público da rede Monero.

Carteiras Hardware

Uma das maneiras mais seguras e populares de estocar Monero é usando as famosas carteiras em hardware (ou hardware wallets em inglês). E empresa Ledger já anunciou suporte oficial e a Trezor está buscando desenvolvedores para implementar o Monero. Há também uma iniciativa aberta, fundada pela própria comunidade Monero, para criação de uma carteira hardware exclusiva.

Muitos investidores de alto calibre aguardam o lançamento das carteiras hardware para poderem adotar investimentos em Monero. É bom ficar de olho.

Multiassinaturas (multisignatures)

Um dos grandes motivos que fazem com o que o Monero não tenha mais adoção é a falta de multiassinaturas. De forma simplificada, carteiras multiassinaturas exigem que um certo número mínimo de pessoas e/ou entidades “confirmem” uma transação antes dela ocorrer efetivamente. Exemplo: um comerciante que aceita Monero como pagamento terá o pagamento liberado somente quando o cliente receber o produto, evitando calotes.

Adoção das “Darknets Markets”

Apesar de ser um assunto delicado, é impossível ignorar o impacto que os mercados negros da internet possuem na utilização e popularização das criptomoedas. Muitos desses mercados deixaram de aceitar Bitcoin como forma de pagamento devido a falta de fungibilidade, privacidade e anonimato – características garantidas pelo Monero. Com o suporte às multiassinaturas muitos mercados vão passar a negociar exclusivamente com Monero. Se isso acontecer, o volume de transações aumentará consideravelmente.

Kovri

Aos extremamente preocupados com privacidade, o Monero possui um único defeito: ao realizar uma transação numa rede normal, se uma pessoa terceira estiver monitorando todas as conexões do seu roteador/modem, é possível que ela identifique o endereço IP de quem fez a transação.

Apesar que para a vasta maioria isso não é um problema, a equipe continua trabalhando para mitigar este problema, que será resolvido com a plataforma Kovri. O Kovri é uma implementação em C++ do protocolo I2P e esconde completamente a conexão de qualquer pessoa que passa por essa rede. Além disso, o projeto Kovri está sendo desenvolvido com uma interface própria. O que significa que outras criptomoedas – incluindo o Bitcoin – vão poder usufruir desta tecnologia para oferecer mais privacidade aos usuários.


O Projeto Monero promete muitos avanços para 2018. Como sempre dizemos, este é um projeto de código aberto onde todos podem participar e colaborar para a evolução da tecnologia. Para participar, entre no site oficial do projeto em https://getmonero.org/. Você também pode participar da nossa comunidade brasileira pelo grupo de WhatsApp.

Foto de destaque concedida por Monero.How.

About Filipe

Filipe é um membro evangelista do Projeto Monero. Entusiasta do mundo das criptomoedas e da tecnologia Blockchain, ele é autor da maioria dos guias e escreve periodicamente para o site Monero Brasil.

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